Os “grupos proféticos” dentro da Igreja explicam o caminho sinodal (3)

1

Concluímos hoje o estudo do Prof. Plinio sobre os “Grupos Proféticos”. Esses, lideram o povo, que por sua vez inspirará a Hierarquia: uma pirâmide invertida, uma negação da Igreja Hierárquica como A consitituiu Nosso Senhor.

Entende-se, perfeitamente, as consultas populares por ocasião do Sínodo da Amazônia e as perspectivas da igreja sinodal: a inspiração vem do povo para os hierarcas da Igreja.

IV – Os “grupos proféticos”, artífices da luta de classes pela desalienação da Igreja

Os novos carismas de cuja vida a Igreja-Nova viverá, recebe-os hoje não mais a Hierarquia, mas o povo fiel. Cabe pois à Hierarquia, como vimos, obedecer ao povo.

A todo o povo? Este deve ser, se não governado, pelo menos iluminado e liderado pelos grupos carismáticos e proféticos que o Espírito suscita na Igreja para darem testemunho.

Os novos carismas de cuja vida a Igreja-Nova viverá, recebe-os hoje não mais a Hierarquia, mas o povo fiel. Cabe pois à Hierarquia, como vimos, obedecer ao povo.

O conjunto desses grupos formará, pois, dentro da Igreja invertebrada com que sonham, uma rede de influências à qual tocará o verdadeiro poder.

Isto aumenta o interesse do estudo sobre a estrutura e os métodos dos “grupos proféticos”, que adiante faremos.

É aliás entre os seus membros, representantes naturais do laicato, que se deverá recrutar a Câmara popular dentro da Igreja-Nova.

Quais são os meios de que dispõe o “movimento profético” para promover a subversão reformista na Igreja?

1 . A extensão do “movimento profético”

Os “grupos proféticos” são em grande número. Existem em muitos países. Eles correspondem – pelo convívio íntimo que proporcionam – a anseios de sociabilidade profundos, do homem contemporâneo perdido e isolado no anonimato das grandes multidões. Por este e outros motivos, seu número tende a multiplicar-se indefinidamente.

2 . A estrutura secreta do “movimento profético”

Essa estrutura é flexível e muito adequada para promover a subversão na Igreja.

Os “grupos proféticos” são verdadeiras células, de número variável de pessoas. Em todo caso, tal número nunca chega a ser grande. Dessas pessoas, nem todas se põem ao corrente, com a mesma profundidade, dos fins, dos métodos e das conexões do grupo. Cada uma das células é assim uma minúscula sociedade secreta.

Cada célula tem contato habitual com outras do mesmo gênero, o que faz do movimento uma imensa engrenagem de uma miríade de pequenas peças.

A essa unidade funcional se soma outra, mais preciosa: todas visam o mesmo fim, ou seja, a luta de classes para impor na Igreja uma reforma desalienante.

Há que mencionar ainda a uniformidade com que empregam, quer para o recrutamento, quer para a subversão, os mesmos métodos complicados e subtis. Destes métodos falaremos adiante.

Todos estes fatores fazem dos “grupos proféticos”, vistos em seu conjunto, um movimento impressionantemente uno.

Terão eles, como expressão dessa unidade, uma direção central suprema? O estudo de “Ecclesia” não o diz explicitamente. Mas os dados fornecidos pela revista tornam impossível não responder pela afirmativa. Pois não se vê como conservar fiéis a uma doutrina complexa, manter uniformes em sua estruturação interna delicada, em seus métodos requintadamente especializados, uma tal miríade de corpúsculos existentes em países diversos e distantes. Quanto maior a multiplicidade e a variedade de um todo, tanto maior a necessidade de um vínculo estrutural forte para o manter unido. Também em sua direção central, os “grupos proféticos” são, pois, – concluímos nós – uma organização clandestina.

Por que modo essa direção central mantém efetivo e ignorado o seu poder sobre as células? As aparências, respondemos, fazem pensar em um compromisso assumido por elementos mais graduados que, eles sim, seriam postos ao corrente da existência da direção central.

Qual o motivo de se manter isto em mistério? A razão é simples. Os “grupos proféticos” se apresentam como fruto espontâneo de uma chuva de carismas a animar um laicato que uma evolução profundamente natural, e também espontânea, tornou adulto. Eles não podem, pois, tomar ares de um movimento organizado por uma pequena cúpula, astuta e eficiente.

3 . Os métodos de recrutamento e formação; a iniciação “profética”

Um “grupo profético” penetra, vive e se multiplica sempre em um ambiente ou instituição católica, como a bactéria penetra e vive no corpo. Ele nasce, em geral, da ação de um ou alguns agitadores discretos, que fazem reuniões sobre temas simpáticos e muito genéricos, – a paz, por exemplo. Entre os ouvintes dessas reuniões se recruta o primeiro punhado de adeptos.

Para não despertar desconfianças, os agitadores convidam, para uma ou outra reunião algum Sacerdote ou Bispo que – ingênuo ou cúmplice, supomos – aprove e abençoe.

Recrutado paulatinamente um número maior de membros, começa a inoculação subversiva.

Essa inoculação tem duas fases. Na primeira, procede-se à difamação gradual da Igreja “constantiniana”. Na segunda, ateia-se fogo aos espíritos, fazendo-os desejar as reformas que transformem a Igreja “constantiniana” em Igreja-Nova.

Esse trabalho começa lentamente, por pequenos sarcasmos lançados aqui e acolá, por frases soltas, por slogans cuidadosos. Os membros que corresponderem favoravelmente a esses estímulos subversivos irão sendo promovidos ao conhecimento de maiores horizontes revolucionários. Os outros serão postos em estagnação, emudecidos ou alijados.

V . Como os “grupos proféticos” fazem a luta de classes na Igreja

Formada assim uma rede suficientemente ampla de “grupos proféticos”, o movimento está apto para sair da sombra e entrar estrepitosamente em ação. Está aos olhos de todos como se faz uma agitação eclesiástica. Limitamo-nos a resumir o que todos vêem.

Ajudados habitualmente por uma forte publicidade, à qual tudo leva a crer que o IDO-C não seja alheio, certos ativistas começam a promover greves de paroquianos contra algum Bispo ou Padre que não aceite de pronto reivindicações descabeladas. Se não são greves, são passeatas, ocupação de igrejas, manifestos pela imprensa, etc. Em suma sempre uma luta de classes para levar o laicato a destruir as alienações de que o Clero seria o beneficiário alienante e explorador.

A publicidade que tais atos alcançam é evidentemente de molde a atrair para a agitação novos recrutas impressionáveis, ou desejosos de aparecer. O movimento engrossa, e assim se torna apto a mais ousados atos de subversão.

O conjunto destes fatos cria um clima de terrorismo publicitário contra os recalcitrantes, que isola deles amigos e até familiares e desse modo reduz ao mutismo quase todos os que estariam dispostos a reagir.

Esse terror – nos lugares onde há “grupos proféticos” – é preparado com longa antecedência por estatísticas e inquéritos sociais tendenciosos, elaborados e divulgados pelos “grupos proféticos”. Estes conseguem, assim, fazer crer que a imensa massa dos fiéis deseja as reformas na Igreja, que tal é o espírito irrefragável dos tempos, e que opor-se às reformas é o mesmo que querer deter com as mãos a maré montante. Os sintomas, reais ou forjados, das tendências revolucionárias das multidões são os “sinais dos tempos”. Captam-nos com perspicácia especial os que possuem “carismas proféticos”. Graças ao alarido dos “grupos proféticos”, a subversão eclesiástica, obra de uma minoria, parece corresponder assim aos anseios mal contidos de multidões inteiras enfurecidas por se julgarem alienadas.

O espírito da época, percebido “profeticamente” nos “sinais dos tempos”, é a norma suprema, ensinam os “grupos proféticos”. Não há maior loucura do que tentar resistir-lhe: é ser anacrônico, ridículo, desprezível. A Igreja “constantiniana” tinha a pretensão de modelar os tempos: a Igreja-Nova sabe que, pelo contrário, deve deixar-se modelar por eles.

Assim, ou a Igreja aceita as reformas impostas pela evolução e Se transforma em Igreja-Nova, ou morre.

A esta pressão, feita no interior mesmo da Igreja, em tantos países, pela boca de todos os membros dos “grupos proféticos” e pelas grandes tubas publicitárias do IDO-C, é dificílimo resistir.

A resistência só é possível a espíritos muito seletos, de uma firmeza de princípios inabalável, dispostos a arcar com os maiores dissabores. E os mais inesperados.

VI – Relações entre o “movimento profético” e o progressismo

O público brasileiro já conhece de sobejo o conjunto de aspirações, doutrinas, transformações e tumultos que caracterizam, na ordem do pensamento e da ação, o chamado progressismo católico. E tal é a afinidade dos “grupos proféticos” – como aliás também do IDO-C – com o progressismo, que nossos leitores se terão perguntado a todo momento qual a relação entre este e aqueles.

A pergunta é das mais procedentes, pois não há um só traço característico do progressismo que não esteja explícita ou implícita, próxima ou remotamente relacionado com os “grupos proféticos”.

A ação do progressismo é tão ampla, e tão variada a gama de seus matizes – que vão desde o “moderado” e “conservador” até o revolucionário comunista – que nos parece exagerado atribuir ao “movimento profético” e ao IDO-C a causalidade da corrente progressista em todo o mundo. É certo, entretanto, que as “minorias proféticas” merecem ser qualificadas de progressistas.

Esta observação alerta o espírito para outro problema. Se, ao contrário do que à primeira vista se pode supor, o “movimento profético” tem sua causa em uma organização semiclandestina definidamente estruturada, também não haverá uma entidade mais vasta, que seja a causadora do progressismo em toda a Igreja? A resposta a esta importante pergunta transborda dos limites do presente comentário.

VII – Os “grupos proféticos” estão a serviço do comunismo

Pelo que até aqui ficou exposto, consideramos que é gravemente de se suspeitar que os “grupos proféticos” estejam a serviço do comunismo. Para tal, basta ponderar que:

  • a – os “grupos proféticos” são afins com o comunismo;
  • b – eles são úteis ao comunismo;
  • c – como os adeptos deste soem criar e dirigir movimentos afins que atuam em proveito da causa comunista, é sumamente provável que os “grupos proféticos” tenham sido criados pelos comunistas e sejam por estes dirigidos;
  • d – é tática marxista habitual infiltrar-se nos grupos afins para os pôr a serviço da causa comunista; nestas condições, mesmo no caso de os “grupos proféticos” não terem sido criados pelos comunistas, é pelo menos altamente provável que sejam dirigidos por estes, para a infiltração vermelha na Igreja;
  • e – fatos expressivos adiante indicados corroboram fortemente estas suspeitas.

Detenhamo-nos um pouco no assunto.

As afinidades entre os objetivos dos “grupos proféticos” e os do comunismo são evidentes: os primeiros visam desalienar, e portanto dessacralizar e tornar rigorosamente igualitária a Sociedade espiritual, que é a Igreja, e incitam os católicos em favor das desalienações na sociedade temporal; o comunismo visa desalienar e tornar rigorosamente igualitária a mesma sociedade temporal. Pode-se dizer, assim, que os “grupos proféticos” fazem a revolução comunista dentro da Igreja.

Que vantagem tem nisto o comunismo? A Igreja-Nova, resultante da ação do “movimento profético”, não crê num Deus pessoal, mas num Deus difuso e impessoal, que é imanente e onipresente na natureza. Ela crê na evolução, no progresso e na técnica como as grandes forças inelutáveis que animam o movimento universal, remedeiam a desdita do homem e dão rumo à História. Num lance de olhos é fácil ver que essa doutrina importa em afirmar a divinização da evolução, do progresso e da técnica. O que é extraordinariamente parecido, se não idêntico, com o conceito evolucionista e materialista de Marx. A Igreja-Nova não tem, para se opor ao comunismo, os mesmos motivos religiosos invencíveis que tem levado a Igreja “constantiniana” a Se opor a este como a seu pior adversário. Pelo contrário, a teologia da Igreja-Nova prepara os espíritos a aderir a ele. Em outros termos, à medida que faz adeptos, a Igreja-Nova forma simpatizantes do comunismo, ou até comunistas militantes.

Dominicanos vestindo batina efetuam uma manifestação de protesto diante do DOPS, em São Paulo. O traje eclesiástico os protege contra a prisão. É a hora em que a sacralidade é lembrada…

Também em face dos aspectos sociais e econômicos do marxismo, a atitude da Igreja-Nova difere da posição tradicional da Igreja “constantiniana”. Com efeito, esta última – com base no 7º. e 10º. Mandamentos – condena o regime social e econômico comunista como imoral, e afirma a legitimidade da propriedade individual, do capitalismo e do salariado, de sorte que, ainda se um regime vermelho reconhecesse à Igreja existência legal e liberdade de culto, Ela seria irredutivelmente anticomunista. Pelo contrário, a Igreja-Nova, infensa a todas as alienações, só tem motivos para ver com bons olhos a supressão de situações patrimoniais e relações de trabalho que o comunismo tacha de alienantes.Assim, a vitória da Igreja-Nova teria como conseqüência fatal a transformação da Religião Católica – também em matéria social – de força irredutivelmente contrária ao comunismo, em força auxiliar ou até propulsora deste.

Qual o alcance concreto dessa eventual transformação?

Há no mundo cerca de 500 milhões de católicos; transformá-los de inimigos inflexíveis em auxiliares ou militantes do comunismo, que estupenda conquista seria para este!

O que o comunismo até aqui não conseguiu, e jamais conseguiria pelas perseguições mais atrozes, ele o alcançaria, sem nenhuma violência e nenhum risco de suscitar perigosas reações, pela simples metamorfose incruenta da Igreja Católica em Igreja-Nova.

Diante desta perspectiva, as graves suspeitas que, baseados no estudo de “Ecclesia”, levantamos inicialmente sobre a posição do movimento comunista perante o “movimento profético”, mudam de colorido. Elas se transformam em certeza moral. Quem conheça a suma habilidade do comunismo internacional em infiltrar e neutralizar as forças adversárias, e em apoiar todos os movimentos subversivos favoráveis, não pode admitir que os dirigentes comunistas estejam indiferentes, inertes e alheios em face do êxito tático incomparável que lhes poderá advir da infiltração dos “grupos proféticos” entre os 500 milhões de católicos, da neutralização desta força imensa, e até de seu aproveitamento em favor da causa marxista.

Ninguém de bom senso pode admitir que, favorecendo em tão grande escala o comunismo, a Igreja-Nova, por sua vez, não seja por ele largamente ajudada. Dado in concreto o proselitismo sanhudo e a incontável cópia de recursos do comunismo, tem plena aplicação nesta temática o raciocínio: pôde, quis, logo fez (“potuit plane; si igitur voluit, fecit”). Apliquemo-lo aos fatos:

os comunistas podem ajudar de mil modos o triunfo da Igreja-Nova, e nesta só encontram predisposição para aceitar este auxílio;

ora, é claro que os comunistas querem ardentemente tal triunfo;

logo, eles favorecem potentemente o “movimento profético”, artífice da Igreja-Nova. E se o favorecem tão largamente, é claro que tem todos os meios para nele se infiltrar e o dirigir.

No estudo de “Ecclesia” há mais de um dado concreto que fala em favor desta conclusão.

Um deles é que os “grupos proféticos” aconselham os seus membros a recusar qualquer cooperação com os regimes não comunistas, por considerá-los alienantes. Porém recomendam que colaborem com os regimes comunistas, pois os consideram desalienantes.

Outro fato, noticiado no tópico final de “Ecclesia” que deixamos para publicar no próximo número, é que os “grupos proféticos” alcançaram bom desenvolvimento na Alemanha Oriental, o que jamais seria possível sem o agrado das autoridades comunistas.

Não seria demais lembrar as afinidades do IDO-C com o movimento comunista. Sendo o IDO-C também afim com os “grupos proféticos”, decorre igualmente daí uma afinidade entre estes e o movimento comunista. Pois duas entidades afins, sob o mesmo título, com uma terceira, são afins entre si.

VIII – Viabilidade do plano comunista acerca da Igreja-Nova

Uma última pergunta, de alcance estratégico, ainda resta por formular. Os “grupos proféticos” e seus comparsas marxistas esperam seriamente conseguir a metamorfose de toda a Igreja “constantiniana” em Igreja-Nova? O estudo de “Ecclesia” nos fornece, sobre este ponto, alguns dados que servem de matéria para conjecturas.

A despeito de inculcar seu programa reformista como um imperativo dos tempos, ditado pelo clamor indignado de imensas multidões de alienados em revolta, os líderes do “movimento profético” confessam que, impostas integralmente na Igreja suas reformas, estas acarretarão tantas dispersões e apostasias, que a Igreja-Nova ficará reduzida provavelmente a um pequeno número de fiéis.

Isto posto, pergunta-se, que lucro teria o comunismo em tal caso?

Imaginemos verificadas as esperanças dos reformadores. Alguns tantos Hierarcas e Sacerdotes cúmplices, e outros tantos débeis e atemorizados, iriam cedendo a pressões, sempre mais violentas, dos “grupos proféticos”. A onda reformista ir-se-ia avolumando ameaçadoramente. A heresia se iria tornando então mais patente. A reação legítima dos fiéis também cresceria. E, à medida que crescesse, começariam os atos persecutórios dos maus pastores contra estes: censuras de cá, excomunhões de lá, interditos de acolá. Um fosso se abriria entre ambos os lados. Ninguém sabe que proporções alarmantes a crise poderia ganhar em tal caso. Basta pensar na heresia ariana do século IV, que conquistou quase toda a Cristandade. Naquela conjuntura, que confusões terríveis, que provações tremendas a Providência permitiu para castigo dos homens.

Confusão também estarrecedora ocorreu sob o pontificado de Honório I. Os teólogos afirmam que esse Papa, por suas omissões e sua ambigüidade, favoreceu a heresia monotelita. Como é sabido, escreveu ele uma carta ao Patriarca Sérgio, de Constantinopla, vazada em termos tais, que veio a ser condenada pelo VI Concílio Ecumênico, aprovado pelo Papa São Leão II. A confusão criada por esta carta foi tamanha, que até hoje grande número de teólogos ainda considera obscuro o problema.

Será suficiente que os comunistas abram qualquer compêndio de História Eclesiástica, para verem que desgraças dessas são possíveis. Em conseqüência, está na lógica das coisas que tentem tudo para as reproduzir em nossos dias.

É o que por certo eles visam com os “grupos proféticos”, e isso ainda mesmo que estes não consigam reunir em torno de si senão poucos católicos, ou antes, “ex-católicos”. Que imenso lucro teria o comunismo se esta hipotética revivescência do passado se transformasse em realidade…

Claro está que, mesmo em tal caso, o Espírito Santo velaria pela integridade do depósito da Fé. A infalibilidade papal jamais deixaria de existir. A Igreja imortal não morreria, e em sua constituição divina haveria remédio para tão calamitosa situação.( 1 )

Peçamos à Providência que poupe isto à Esposa de Cristo. Mas ainda que Ela permitisse esta prova, a Igreja acabaria por triunfar. Assiste-A a promessa divina, e A reconfortam as palavras de Nossa Senhora de Fátima: “Por fim meu Imaculado Coração triunfará!”.


(1) – Sobre essas complexas matérias, é interessante estudar, por exemplo: Papa Adriano II (All. 3 Conc. VIII act. 7); Papa Inocêncio III (sermo IV in cons. Pont.); S. Antonino (S. Th., III, 23-24); S. Roberto Bellarmino (De R. Pont. 2, 30; 4, 6 ss.); Suárez (De Fide, X, 6; De Leg., IV, 7);  S. Afonso (Th. Mor., I, nn. 121-135); Bouix (Tr. De Papa, II, p. 635-673); Wernz-Vidal (I. Can, II, pp. 517 ss.); Card. Billot (De Eccl. Chr. Pp. 609 ss.); Vermeersh-Creusen (Ep. J. Can., I, n. 340); Card. Journet (L’Egl. Du Verbe Inc., I, pp. 625 ss.; II, pp. 821, 1063 ss.). Ver também Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira, artigos “Qual a autorid. doutr. dos Doc. Pont. e concil.?” , “Não só a heresia pode ser condenada pela Autorid. Ecl.”, “Atos, gestos, atitudes e omissões podem caracterizar o herege”, “Respondendo a objeções de um imaginário leitor progressista”, em “Catolicismo” , n.os 202, 203, 204 e 206, de out., nov. e dez. 1967 e fev. 1968.

1 COMENTÁRIO

Deixe uma resposta