Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, foi ultrajada no dia 19 de maio, festa de Pentecostes. Tratou-se de uma Missa pela libertação do ex-presidente e atual presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, autorizada e celebrada pelo Pe. João Batista Almeida, Reitor do Santuário. Os assistentes ostentavam camisetas vermelhas com duas gravuras: na frente a de Nossa Senhora Aparecida, e atrás a de Lula [foto abaixo].

Lula foi condenado por dois tribunais, por ter recebido com base em propinas um apartamento tríplex, e por isso cumpre atualmente pena de prisão. No entanto, muitíssimo mais grave é ele ter-se empenhado a fundo para conduzir o Brasil pelas vias do socialismo e do comunismo, ambos condenados pela doutrina católica por serem diametralmente opostos à Lei natural e à Lei de Deus.

Está fora de cogitação que o Reitor do Santuário Nacional de Aparecida ignore a esse respeito a doutrina católica. Não pode também ignorar o gravíssimo fato de que, juntamente com Fidel Castro e Hugo Chávez, Lula se empenhou em tornar toda a América Latina socialista, como pode ser constatado em seus muitíssimos pronunciamentos. Seria muito útil à sociedade brasileira, especialmente aos católicos, o Reitor do Santuário de Aparecida esclarecer se está ou esteve de acordo com essa atuação do atual presidiário, cuja liberdade tanto deseja.

Uma sadia reação popular, na qual podemos entrever a intervenção poderosa de Nossa Senhora Aparecida, resultou no impeachment da ex-presidente Dilma, simultaneamente com maior rigor investigativo e processual dos crimes de corrupção. Sem isso, talvez estivéssemos hoje em situação análoga à da infeliz Venezuela, cujo governo ditatorial foi ostensivamente apoiado por Lula e o PT. Devemos à Virgem Santíssima um profundo agradecimento por essa proteção especial. Devemos a Ela também nosso pedido de perdão pelo ultraje que lhe foi feito, além de protestar veementemente pela grave ofensa sacerdotal perpetrada no seu Santuário.**

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(*) Fonte: Revista Catolicismo, Nº 810, junho/2018.

 

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