Defende-se a lagosta, condena-se o mercado e mata-se o bebê
Resumo: A proteção aos animais é comparada à tolerância concedida ao aborto, colocando lado a lado a defesa de lagostas e a falta de amparo às crianças por nascer. A reflexão questiona uma escala moral que pune maus-tratos contra bichos, mas admite a eliminação de vidas humanas, e sustenta que a dignidade dos nascituros exige proteção prioritária.

Nilo Fujimoto
Já viu alguma vez um supermercado vender caranguejos, siris ou lagostas vivas? Pelo menos em alguns lugares, é coisa corriqueira. Na Áustria também. Mas segundo o portal IG, de 08/11, uma rede de supermercados e o funcionário responsável pelas lagostas foram condenados pelo Judiciário.
A sentença foi exarada pela Corte Suprema Administrativa de Viena, a máxima instância judicial austríaca. A rede ficou proibida de vender lagostas e o funcionário foi condenado a pagar multa de 316 euros ou cumprir 2 dias e 13 horas de prisão.
O crime
Supermercado: Infringir a lei de proteção aos animais por “não ter respeitado os direitos de boas condições de vida das lagostas que coloca à venda”.
Funcionário: sendo o (mais…)


