Lições da História: relações Brasil-países comunistas

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Relações Indesejáveis

Plinio Corrêa de Oliveira

O Legionário, N.º 154, 16 de setembro de 1934

O artigo, do qual reproduzimos trechos, é de 1934 quando certa Midia fazia pressão em favor da comercialização com a ditadura dos Sovietes. A mentalidade burguesa, descrita pelo Prof. Plinio é exatamente a mesma que levou Nixou às suas viagens à China e à URSS no início da década de 70. Quais as consequências dos desastrosos acordos firmados EUA-Pequim?

Consulado de Houston, centro de espionagem; suborno de cientistas e professores em importantes universidades americanas; clonagem de tecnologia de ponta; espionagem através de agentes-estudantes chineses nos EUA. Financiamento de Universidades e recrutamento de cientistas através do programa Mil Talentos

Escreveu o Prof. Plinio, em 1934:

        “A numerosa “clique” de aventureiros burgueses e proletários que o Soviet sustenta no Brasil está novamente empenhada no restabelecimento das relações comerciais russo brasileiras. Para isto, desenrola ela aos olhos míopes da cupidez burguesa as miragens já cediças de negócios vultosos, a realizar com a gélida pátria de Lenin.

A burguesia despreza princípios e só pensa em auferir lucros

        “Há, implícito, nesta manobra um profundo conhecimento e um desprezo imenso da mentalidade burguesa.

        “Realmente, nada é mais tipicamente burguês do que o desejo de auferir lucros imediatos por meio da colocação de importantes partidas de café na Rússia, sem o menor receio da campanha comunista que imediatamente passará a grassar no Brasil. Nada, também, é mais imprevidente e mais míope do que esta inteira indiferença pelo incêndio que amanhã devorará nossa casa, contanto que possamos, hoje, ornar com mais luxo nossa sala de visitas.

        “Espanto que ainda se possa falar de relações comerciais russo brasileiras.

        “Já no tempo dos Czares, em que as relações entre os dois países se exerciam com a máxima liberdade, era baixíssimo o seu intercâmbio comercial. E Eduardo Prado, examinando em memorável artigo no “Jornal do Comércio” um plano já então existente de propaganda do café na Rússia, mostrou o absurdo da idéia, pois que a Rússia, um dos maiores consumidores de chá, é por isto mesmo rival do Brasil, ao qual nunca compraria café. […]

Midia a favor das relações com países comunistas

        “Já naquele tempo, acrescentamos, a Midia se batia em favor das relações com países comunistas. Tal qual faz a propaganda hoje pela China.

Continua o artigo: “Se faltam motivos naturais, deve haver causas políticas em jogo, pois que elas, e só elas explicam a insistência com que certa imprensa trabalha pelo reatamento das relações comerciais com os Soviets.

        “Será necessário mencionar estas causas? Penso que não. Nenhum leitor inteligente poderá ignorá-las.

        “A todos nós que temos, dadas as idéias que professamos, uma responsabilidade muito pesada, incumbe o dever de ser em todas as palestras, em todos os círculos, em todos os ambientes, os pontos de resistência da opinião pública contra a manobra ardilosa que os comunistas, encapotados ou não, vêm de empreender mais uma vez.”

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Nos EUA, importantes reações se levantaram durante o governo Trump, contra as ilusões otimistas da era Nixon e seguintes. Esperamos que uma sadia desconfiança continue a manter o Ocidente alerta.

O comunismo é fundamentalmente uma seita filosófica, atéia, materialista, hegeliana que deduz dos seus errôneos princípios uma peculiar visão do homem, da economia, da socidades, das relações internacionais: o partido acima de tudo.

Fonte: https://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG_340916_relacoes_indesejaveis.htm#.YCKXm-hKiMo

1 COMENTÁRIO

  1. “A burguesia despreza princípios e só pensa em auferir lucros”. É bem isso o que o ocidente faz com China hoje em dia. Pura traição! Já podemos perceber às consequência dessa política. A China vai espalhando as idéias comunistas pelo mundo a fora.

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